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Aumento de consumo em 12 meses é resultado do investimento das concessionárias em expansão das redes de distribuição e do esforço na captação de novos clientes

Rio de Janeiro, 22 de março de 2016 – O consumo total de gás natural em todo o País caiu no início de 2016. Em janeiro deste ano foram consumidos 68 milhões de metros cúbicos/dia de gás natural – queda de 3,12% em relação a dezembro de 2015, quando foram comercializados 70,19 milhões de metros cúbicos/dia de gás natural. Na comparação com janeiro de 2015, a retração é de 13,8%.

O destaque positivo é o segmento residencial, que apresentou crescimento de 13,9% em janeiro na comparação com o mesmo período de 2015, resultado do investimento das concessionárias na expansão da rede de distribuição e no esforço pela captação de novos clientes.

Os dados são de levantamento estatístico realizado mensalmente pela Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás) com informações pesquisadas em 20 unidades da federação.

Refletindo o pequeno aumento na produção industrial do país registrado pelo IBGE e por outros índices, o volume de gás natural comercializado nesse segmento apresentou crescimento (4,6%) em janeiro de 2016 frente a dezembro de 2015. Mas na comparação com o primeiro mês de 2015, a queda é de 13,3%.

“A queda no consumo em geral, no mês de janeiro, é consequência do desligamento de parte das termoelétricas a gás, por conta de melhores condições nos reservatórios de água das hidrelétricas, mas o mercado de gás natural vem sendo impactado desde 2015 pela desaceleração da economia e pela retração da produção industrial registrada no ano passado”, afirma o presidente executivo da Abegás, Augusto Salomon.

De acordo com Salomon, é importante que o Brasil esteja preparado para a retomada do crescimento econômico e o gás natural é um insumo estratégico. “O gás natural é uma fonte de energia versátil e mais limpa. Por isso, o País precisa de políticas que fortaleçam o mercado desse energético, ampliando sua oferta a preços competitivos e estimulando novos investimentos, especialmente nos segmentos industrial, de cogeração e automotivo.”

A sazonalidade do período das férias contribuiu para a retração de 16,4% no segmento comercial em janeiro de 2016 frente a dezembro de 2015. Na comparação com janeiro de 2015, o volume de consumo se manteve estável.

Já o segmento automotivo registrou recuo de 1,4% na comparação com mesmo período de 2015.

Em cogeração, os resultados de janeiro apontam ligeira retração, de 1%, em relação ao mesmo período do ano anterior. Em geração elétrica, o consumo caiu 7,27% frente a dezembro de 2015 e 20,33% em relação a janeiro de 2015.

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