Quase sete meses após a apresentação do pedido de impeachment na Câmara, o Senado aprovou, às 6h34 deste manhã, 12 de maio, a abertura do processo de impeachment da presidente Dilma por 55 votos a favor e 22 contra. Com a saída de Dilma, assume interinamente o comando do país, o vice-presidente Michel Temer.
O primeiro secretário do Senado, Vicentinho Alves (PR-TO), chegou perto das 11h30 para notificar Michel Temer sobre o afastamento de Dilma Rousseff – no mesmo horário em que Dilma discursava no Planalto. Depois de ser notificado, Temer assume interinamente a presidência por até 180 dias, período para o julgamento do processo de impeachment de Dilma. O parlamentar relatou que, quando entregou a notificação a Dilma, ela não estava alegre ou triste, mas tranquila. “Fiz essa intimação de forma respeitosa. Essa não é uma missão prazerosa, foi um encontro respeitoso e discreto”, disse. Segundo ele, ao entregar a notificação a Temer, irá desejar-lhe boa sorte. “Tenho certeza de que ele irá atender aos anseios da população”, afirmou.
Com foi
Assinado pelos juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale Jr e Janaina Paschoal, o documento de 64 páginas protocolado em 21 de outubro de 2015 teve o apoio de 45 movimentos sociais e apontou claramente os crimes de responsabilidade cometidos pela petista. Após a aceitação da denúncia em dezembro, tanto a Câmara quanto o Senado seguiram rigorosamente o rito do impeachment estabelecido pelo Supremo Tribunal Federal. Além disso, fracassaram todas as manobras do PT e aliados para tentar barrar o processo, colocando por terra a surrada tese do golpe.
O fundamento jurídico do impeachment de Dilma é bastante consistente: a práticas reiterada de operações de crédito ilícitas com bancos oficiais, as chamadas “pedaladas fiscais”, e a abertura de créditos suplementares em conflito com a lei orçamentária. Com a decisão legal do Congresso, Dilma deixa o Planalto com um legado desastroso. Reprovada por ampla maioria da população brasileira, a petista entra para a história como a responsável pelo maior estelionato eleitoral da história e por ter arruinado a economia brasileira, que amarga uma dura crise.






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