Por Tadeu Oliveira
Mais uma campanha de combate ao analfabetismo
Muitos potiguares acima de 15 anos de idade não sabem ler nem escrever, exatamente 15,75% de analfabetos. Gente que segura a barra diariamente para entender uma placa de sinalização, acessar conta bancária ou saber itinerário de um ônibus – salvo pela numeração das linhas. Sem escolaridade, esses cidadãos e cidadãs têm até dificuldade para conquistar empregos e ficam, muitas vezes, na dependência do sistema político para sobreviver.
Agora, representantes do governo aparecem na mídia falando em mais uma campanha para erradicar o analfabetismo em terras potiguares, a intenção propalada é de até zerar os índices na gestão atual.
As últimas campanhas não saíram dos holofotes e das planilhas de mídia de propaganda, e de entrevistas de autoridades e “técnicos” citando as mesmas frases de efeito.
Para estudo, existe uma espécie de referência que foi a campanha realizada pelo prefeito de natal Djalma Maranhão, conhecida como “De Pé no Chão Também se Aprende a Ler”. Na verdade, a campanha aconteceu, teve algum proveito, se perdeu no tempo, e o analfabetismo, inclusive em Rocas e Brasília Teimosa, bairros envolvidos no projeto, permaneceu até a atualidade.
Outra que existiu e marcou presença foi a chamada escolar coordenada pelo então secretário da Educação, professor João Faustino, que fez no RN o “Censo Escolar” para conhecimento da realidade educacional das famílias em todos os municípios do RN. O prefeito Marcos Formiga, por sua vez, realizou nos bairros de Natal, com ampla cobertura radiofônica, a campanha contra o analfabetismo intitulada de “Em Casa também se aprende a ler”. Na verdade, outra que ficou perdida no tempo, pois se teve alguma eficácia, não foi mantida por gestões municipais posteriores.
Nos últimos anos a confiança da população em campanhas de alfabetização já não existe. Para alterar o vergonhoso índice de analfabetismo confio nas ações da sociedade organizada, mas essa hoje está deixando a educação em segundo plano para rezar e orar contra a violência urbana.





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