Nas redes sociais, Eugênio Coentro comenta o episódio da madrugada desta quinta-feira, 12 de julho, quando homens armados arrombaram a agência do Banco do Banco de Macaíba, explodiram caixas eletrônicos e ainda realizaram outros delitos pela cidade. “Macaíba viveu momento de terror”, cita Eugênio Coentro. Segue o texto dele:
Calada noite preta… Noite preta!
Macaíba viveu momentos de Terror. O cão de rua se escondeu; faltou gato na cumeeira. Bang Bang foi fichinha versus ao poderio bélico do novo cangaço brasileiro. Homens desprovidos de qualquer temor e sentimento. Ferem a paz; o sossego; o silêncio. Afrontam o Estado no mais sagrado dos deveres, dever precípuo “o poder dever de segurança”. Continuam a escrever; há quase todos os dias; um novo capítulo desta novela prosaica e criminosa. Não se incomodam de escrevê-la ao tinto do sangue de inocentes e transeuntes desavisados.
Senti-me na própria Rocinha. Pensei tratar se de facções rivais a marcar seus territórios rixosos; no entanto, na rapidez da informação cibernética, deram-me conta que se tratava de u assalto a banco. Tive medo horrendo. O barulho das explosões se assemelhou ao das pedreiras. Estes estouros nem tanto; mas o estampido de arma de grosso calibre, contínuo e diminuto, varando o espaço e o silencio da noite. Estes foram macabros pra quem não tem o costume de ouvi-los. Preocupei-me, pois estava como cego em tiroteio. A princípio sem noção de onde vinha aquele barulho.
Como de costume pós-ações que perturbem o silêncio. Não ouvimos sirenes e nem tampouco vimos reflexos de giroflex.
Ouvíamos gritarias; agora podemos afirmar; que eram os comandos vocais do bando do terror. Como filho de policial, lembrei-me de refrão da música de do hino da policia militar; quando diz: “Temos no peito a pujança de combater a desordem, promovendo a segurança e garantia da ordem”. Hoje! Uma letra morta. Uma coisa eu garanto: se policial fosse neste plantão, estaria à base de imosec. Jocoso? Não! Preocupante. Até quando teremos que tolerar a desinteligência dos agentes de segurança deste país? Todo crime tem seu caminho iter criminis. Esperar exaurir se a consumação é também um ato criminoso de quem peca pela omissão.
Agora! Macaíba que já é paupérrima. Enfrentará mais uma perda.
E nós? Só nos resta pedir SOS.
Eugênio Coentro
Foto: Divulgação – Policia Militar.






Deixe um comentário