Sua presença nos microfones da Rádio Rural de Natal, que mesmo com sérias deficiências de equipamentos, disputava a audiência do ouvinte de futebol do Rio Grande do Norte, fez o grande nome das transmissões esportivas da terra potiguar, Hélio Câmara, levá-lo para uma empreitada maior, a de ser repórter na equipe campeã de audiência – o Escrete de Ouro da Rádio Cabugi. Contando com melhores equipamentos e uma equipe técnica mais qualificada, Chico Inácio conquistou de vez o ouvinte de futebol pelo rádio em Natal.
A voz, que não era bonita, se transformou na voz da vibração, da informação segura e verdadeira, do entusiasmo autêntico e da interação direta com o torcedor. Chico Inácio representa a força da vocação (que universidade nenhuma consegue dar), o sentimento de pertencimento ao rádio e a uma profissão, o gosto por estar fazendo aquilo que sempre quis. Representa também o que o Rádio, quando feito com total entrega, consegue produzir de maneira diferenciada com relação a qualquer outro veículo de mídia.
Em seu último veículo, a Rádio 98 FM, o areiabranquense Chico Inácio manteve a mesma maneira de utilizar o microfone que lhe fes respeitado e reconhecido pelo torcedor. Trabalhando sempre de forma criteriosa e honesta em suas informações, Chico Inácio conquistou diversos prêmios como o melhor repórter esportivo na opinição do torcedor natalense.
O parece que foi ontem de Chico Inácio, falecido na última segunda-feira (15), vítima de parada cardíaca, em Natal, vai continuar apontando sempre para a importância de um rádio que traga em suas ondas, não o saber burocrático dos bancos acadêmicos, mas a comunicação feita com paixão, vocação e integrada diretamente ao gosto do ouvinte.
Veja também no blog Clássico Rei, Portal Foco Nordeste.
Por Isaias Oliveira






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