Técnica vem se popularizando nos últimos anos e funciona como opção ao uso de medicamentos sintéticos

Para prevenção e tratamento de rinites, sinusites e crises alérgicas, a lavagem nasal vem ganhando cada vez mais adeptos. Com a chegada do inverno, das chuvas e das baixas temperaturas, além da busca maior por espaços fechados e que podem conter mofo, o indivíduo está mais suscetível a desenvolver problemas respiratórios.

Segundo a médica pneumologista e professora do curso de Medicina da Universidade Potiguar (UnP), Soraia Cardoso, a lavagem nasal ajuda a prevenir crises respiratórias e a eliminar a secreção acumulada, diminuindo os sintomas de tosse e congestão nasal.

“A lavagem nasal pode ser feita no tratamento de doenças respiratórias de vias aéreas superiores, que atingem os seios da face e as cavidades nasais, como as rinites virais ou alérgicas e as sinusites alérgicas, virais ou bacterianas”, detalha a docente.

Geralmente, a lavagem é feita com soluções salinas na concentração de 0.9% de cloreto de sódio. Para a aplicação, podem ser usadas seringas sem agulhas, ou dispositivos já existentes no mercado para este fim.

“Nas crianças pequenas, se deve injetar o líquido em uma narina, a fim de que a secreção saia na outra. Nesse processo, também é possível aspirar a secreção, após colocação da solução nasal. Para as crianças maiores, a solução é injetada no nariz e o adulto pode pedir que ela aspira para garganta, em seguida escarrando ou deglutindo e, por fim, assoando o nariz”, explica a especialista.

Sem contraindicação, uma vez que a solução que deve ser utilizada no processo é fisiológica e não tem efeito colateral, cada pessoa deve usar o método ao qual se adapte melhor.

“Por vezes funcionará melhor com a seringa ou com os sprays nasais. O que importa é utilizar a técnica não só em momentos de crise, mas preventivamente também. A lavagem nasal tanto serve para a fase aguda de problemas respiratórios, como na prevenção em pessoas que são alérgicas e produzem geneticamente mais secreção. Nesse último caso, deve ser feita diariamente, para evitar quadros de infecção ou piora dos sintomas, principalmente de tosse”, finaliza Soraia Cardoso.

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