Iniciativa da Escola Agrícola de Jundiai, em Macaíba, prioriza diagnóstico participativo e construção coletiva com comunidades remanescentes
A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), por meio da Escola Agrícola de Jundiaí (EAJ), deu início às atividades do projeto de extensão “Mulheres da Terra:
Agricultura, Artesanato e Empreendedorismo para Mulheres Indígenas Remanescentes do Município de Macaíba-RN”, coordenado pelo professor Márcio Dias. A ação é financiada pela Pró-Reitoria de Extensão (PROEX/UFRN) e desenvolvida em parceria com a Secretaria Municipal de Igualdade Racial de Macaíba.
Com execução prevista até dezembro de 2026, o projeto tem como foco o fortalecimento do protagonismo feminino em comunidades indígenas remanescentes, articulando saberes tradicionais e conhecimentos técnico-científicos.
Diagnóstico participativo orienta as ações do projeto
A etapa inicial do projeto, considerada estratégica para toda a sua execução, consiste na realização de um diagnóstico participativo, fundamentado na metodologia de Chambers, que prioriza a escuta ativa, o dialogo e o protagonismo das comunidades.
Na quarta-feira (18), foi realizada uma reunião com lideranças das comunidades de Retiro e Reta Tabajara Indígena, marcando o início desse processo de construção coletiva. O encontro teve como objetivo apresentar a proposta e, principalmente, ouvir as comunidades sobre seu interesse em participar e contribuir com o desenvolvimento das ações.
Essa fase, com duração prevista de aproximadamente dois meses, envolverá visitas às comunidades de Retiro, Reta Tabajara Indígena, Lagoa do Sítio I, Lagoa do Mato, Ladeira Grande e Tapará, com a realização de rodas de conversa, mapeamento de práticas culturais e produtivas, levantamento de saberes tradicionais e identificação das demandas locais.
De acordo com o professor Márcio Dias Pereira, coordenador do projeto, essa etapa é central para o sucesso da iniciativa:
“O intuito do projeto é contribuir para o resgate cultural dessas comunidades, auxiliando nesse processo de redescoberta de suas próprias tradições e saberes.
Mais do que isso, queremos colaborar para que essas mulheres e suas comunidades resgatem o orgulho de sua identidade, de quem são e de seus antepassados.”
Texto: ASCOM GETSEM/EAJ/UFRN
Foto: ASCOM Secretaria de Direitos
Raciais de Macaíba





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