O assunto crise econômica pautou a nona edição do projeto Motores do Desenvolvimento que aconteceu nesta segunda-feira (4), no Holliday Inn Arena das Dunas. O projeto promovido pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do RN, em parceria com o Sistema Fiern, Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), Tribuna do Norte e RG Salamanca. A primeira edição do Motores do Desenvolvimento em 2016 teve como tema central a pergunta: “Comércio e Serviços do RN: Qual o futuro da base da nossa economia?”

Em sua fala, o presidente Marcelo Queiroz fez duras críticas ao atual cenário “com instituições inchadas, ineficientes, ineficazes e burocráticas”. Embasando, o presidente do Sistema Fecomércio apontou que em 2015 os setores fecharam o ano em queda de 5,9% nas vendas e em janeiro de 2016 houve uma retração de 12,3%.

“O setor de comércio e serviços do Rio Grande do Norte está esgotado. Nosso potencial de geração de emprego e renda se exauriu. O setor pede socorro e não somos um setor qualquer, pois empregamos diretamente mais de 290 mil potiguares, o que equivale a cerca de 48% dos empregos aqui existentes, respondemos por 60% de todo ICMS e por 47% do PIB do estado”, listou Queiroz.

O gestor aproveitou a oportunidade e pediu apoio aos podes públicos e o debate de alternativas que possam criar um ambiente propício para a geração de riquezas. “É urgente que tenhamos um debate amplo, aberto e franco sobre o nosso segmento”, acrescentou.

O diretor presidente do jornal Tribuna do Norte, Henrique Eduardo Alves, afirmou que o pronunciamento de Marcelo Queiroz “mostrou uma preocupação crescente na situação dos setores de comércio, serviços, turismo e indústria, que estão interligados”. Para Alves, há uma necessidade de mudança para que a economia brasileira volte a andar nos trilhos.

Para ter uma noção do que se espera do futuro econômico do Brasil e do Rio Grande do Norte, o Motores do Desenvolvimento trouxe diretor de políticas de Comércio e Serviços do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Douglas Finardi Ferreira. No seu momento, Douglas apresentou as ‘Estratégias do Governo Federal para estimular o setor de Comércio e Serviços’.

“Esse tipo de discussão é fundamental importância para que a gente possa colocar os segmentos em discussão, conhecer a realidade do estado e poder atuar com base nas informações que a gente leva daqui”, antecipou Finardi.

A segunda palestra trouxe um assunto bem corriqueiro no meio empresarial, a carga tributária brasileira. O presidente executivo do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), João Eloi Olenike, fez uma explanação do ‘arcabouço tributário e fiscal brasileiro sufoca o setor de Comércio e Serviços no país e no RN’.

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