Incorporação da nova vacina da Pfizer, a pneumocócica conjugada 20‑valente, atualiza o calendário infantil e a Rede de Imunobiológicos para Pessoas com Situações Especiais (RIE) com 20 sorotipos da doença

A Pfizer anuncia a incorporação da vacina pneumocócica conjugada 20‑valente (VPC20) ao Sistema Único de Saúde (SUS), contribuindo para o fortalecimento da prevenção de doenças infecciosas graves no país. A nova vacina passa a integrar o calendário infantil do Programa Nacional de Imunizações (PNI)¹ e a Rede de Imunobiológicos para Pessoas com Situações Especiais (RIE)², ampliando a proteção para bebês, crianças menores de 5 anos e pessoas com condições de saúde que aumentam o risco de complicações relacionadas às doenças pneumocócicas.³

Com a atualização, o SUS inicia em Junho de 2026 a transição da vacina pneumocócica 10‑valente para a Prevenar®20 (vacina pneumocócica conjugada 20-valente), que amplia a proteção de 10 para 20 sorotipos da bactéria pneumococo (Streptococcus pneumoniae), responsável por doenças como pneumonia, meningite pneumocócica e otite média aguda6. Entre os diferenciais da nova vacina estão os dois principais sorotipos circulantes no país, 19A e 3), que são associados a maioria de casos de doença pneumocócica invasiva no país. Outros 8 sorotipos cobertos pela nova vacina também estão associados ao aumento da resistência a antibióticos e a potencial de infecções invasivas, entre elas meningite, além da possibilidade de surtos de infecções pneumocócicas na infância.5

A incorporação da VPC20 acompanha a evolução epidemiológica da doença pneumocócica no Brasil4. A vacina inclui ainda cinco sorotipos exclusivos, ligados a quadros graves que não estão contemplados em nenhuma outra vacina pneumocócica conjugada disponível no Brasil atualmente. Com essa mudança, a cobertura contra os sorotipos mais associados às formas graves da doença em crianças menores de 5 anos aumenta de 3% para 77%3. A expectativa é imunizar cerca de 2,4 milhões de bebês todos os anos, fortalecendo a proteção desde os primeiros meses de vida.

O Ministério da Saúde começou a receber as doses de VPC20 em Abril, e dará início a implementação em Junho/26. A vacina será aplicada na imunização primária do calendário infantil, garantindo proteção desde os primeiros meses de vida, fase em que o risco de complicações é maior.1,6

Proteção ampliada também para grupos de risco

Além do público infantil, a VPC20 passa a ser disponibilizada no âmbito da Rede de Imunobiológicos para Pessoas com Situações Especiais (RIE)2 para indivíduos com 21 condições clínicas associadas a maior vulnerabilidade à doença pneumocócica. Com essa atualização, a lista de comorbidades elegíveis foi ampliada. Se antes a vacinação era indicada principalmente para pacientes oncológicos, pessoas vivendo com HIV e transplantados, agora também inclui indivíduos com asma grave, doenças cardiovasculares, pulmonares, renais e hepáticas, além de diabetes.2,6

A Rede de Imunobiológicos Especiais (RIE), composta pelos CRIE (incluindo modalidades presenciais e estratégias como o CRIE virtual), é responsável pelo atendimento de pacientes que necessitam de imunobiológicos não disponíveis na rotina das Unidades Básicas de Saúde (UBS).

Para bebês e crianças menores de 5 anos, há esquema vacinal específico de acordo com a condição clínica e idade, e para crianças acima de 5 anos e adultos, a VPC20 será administrada em dose única (exceto situações específicas como Transplante de Células-Tronco Hematopoéticas [TCTH] e terapia CART-cell [CAR-T]), o que simplifica o esquema vacinal e pode facilitar a adesão.2

“A ampliação da vacinação pneumocócica no SUS representa um avanço relevante na proteção de populações mais vulneráveis. Estamos falando de reduzir o risco de doenças graves, hospitalizações prolongadas e óbitos, tanto na infância quanto em pessoas com comorbidades”, explica Adriana Ribeiro, líder médica da Pfizer no Brasil.

Doença pneumocócica: um desafio de saúde pública

A bactéria pneumococo pode estar presente na nasofaringe sem causar sintomas, o que facilita a transmissão, especialmente entre crianças. Embora a infecção seja comum em todas as faixas etárias, crianças, idosos e pessoas com condições crônicas estão entre os grupos que mais sofrem com as formas graves da doença.5,6

Nos últimos anos, o Brasil observou aumento nos casos de meningite pneumocócica, reforçando a importância de estratégias de prevenção mais amplas5. Estudos também apontam impacto significativo da doença no sistema de saúde, com altos números de hospitalizações e custos associados, mesmo em um cenário com vacinação disponível.4,5

Com a atualização do PNI e o fortalecimento da Rede de Imunobiológicos para Pessoas com Situações Especiais, a expectativa é reduzir a circulação do pneumococo, diminuir hospitalizações e alinhar a política de imunização do país às necessidades atuais de saúde pública.1,2

Foto: Secretaria de Saúde do DF

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